No ano passado, 30 mil pessoas participaram da marcha que tomou as seis faixas do Eixo Sul
De acordo com Michel Platini, um dos organizadores do evento, muitos homossexuais são reprimidos no colégio em virtude do preconceito. Para ele, é preciso acabar com a discriminação para garantir a erradicação da violência. “O bullying é a doença do século, que atrapalha o adolescente a assumir sua opção sexual. O ambiente escolar não pode ser opressor”, analisa.
A marcha está marcada para domingo e a programação conta com exposições, seminários, festas e exibição de filmes. Os eventos paralelos à parada ocorrem durante toda a semana, a partir da próxima terça-feira. Pela primeira vez, a marcha terá um enfoque cultural. “Como não há nenhuma outra agenda LGBTS no Brasil na data, esperamos atrair esse público para a capital federal e fazer da nossa parada uma das maiores do país”, acredita Michel. Segundo ele, o objetivo é que Brasília se torne o 2º maior polo do Brasil em turismo artístico e cultural LGBT. A expectativa é que 40 mil pessoas participem da parada, 10 mil a mais do que no ano passado.
A logomarca do evento foi desenhada pelo cartunista Laerte Coutinho, 60 anos. Desde 2009, ele integra o clube dos crossdressers, pessoas que gostam de vestir roupas ou adereços próprios do sexo oposto. Antes mesmo de aderir à prática, um de seus personagens, Hugo, “se montou”, colocou batom e passou a usar roupas femininas. Recentemente, Laerte lançou a coletânea Muchacha, obra em que o personagem Djalma se veste de cantora.
Fonte:Correio Braziliense

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